Janeiro/2009
_________________________________________________________________
Polícias apreenderam mais de um milhão de comprimidos falsos em 2008
Anabolizantes, abortivos e comprimidos para disfunção sexual somaram cerca de 80% do volume confiscado na Tríplice Fronteira
Samyra Nassar, Robson Meireles e Kiko Sierich
Agência Brasil Fotografia
Cerca de um milhão de comprimidos de remédios falsificados foram apreendidos em Foz do Iguaçu durante o ano de 2008, segundo informou a assessoria de imprensa da Receita Federal do Brasil. Esse volume representou um prejuízo de aproximadamente R$ 2,3 milhões aos contrabandistas.
A quantidade apreendida no ano passado assemelha-se à retirada de circulação em 2007. O grande número de apreensões chamou a atenção das autoridades, que classificaram Foz como uma das principais rotas usadas por contrabandistas para mandar remédios do Paraguai para diferentes regiões do Brasil.
O alto fluxo de comprimidos que cruzam a fronteira pode ser explicado pela facilidade de transporte, como comentou a assessora da Receita Federal do Brasil em Foz, Christiane Larecher. “Esse é um número bastante significativo, até porque medicamento é um dos produtos mais difíceis de apreender porque são itens de pequeno volume e, portanto, facilmente escondidos no corpo, em carros e até dentro de outros produtos”, explicou Christiane.
Anabolizantes, abortivos e remédios para disfunção sexual totalizam 80% do volume retido. Já os suplementos alimentares, analgésicos, comprimidos para emagrecimento e inibidores de apetite completam a lista. Há uma estimativa de que esses números representam apenas entre 5% e 10% do que passa pelas fronteiras de todo o país. Alguns desses remédios são similares aos fabricados no Brasil, mas precisariam da autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ser importados. Grande parte desses remédios contrabandeados vem da China, entretanto o Paraguai já conta com laboratórios para falsificação de alguns deles.
Dificuldades
Apesar da grande apreensão, Christiane falou ainda das dificuldades em frear o contrabando de remédios. “Na ponte, quando são apreendidos remédios, eles estão escondidos dentro de caixas de videogame, por exemplo, e escondendo o medicamento dentro de outros itens requer muito mais atenção da fiscalização para encontrar esse produto e dependendo do movimento que existe em uma aduana ou estrada é mais fácil para burlar a fiscalização. Dentro do próprio corpo uma pessoa pode carregar milhares de comprimidos”, apontou a servidora.
Ela ressalta ainda que a Receita Federal não está preocupada com recordes, mas sim em combater a prática do contrabando. “O que sabemos que aumentou foi o percentual de contrabando que não foi para os outros estados, mas o nosso objetivo não é bater recordes de apreensões, e sim fazer com que esse números comecem a cair.”
Ela lembra que a constante fiscalização vai permanecer na fronteira durante 2009. “Enquanto o contrabando tiver passando por aqui, o trabalho da Receita vai ser intensificado, bloqueando essas entradas aqui na fronteira”, observou Christiane.
O diretor local da Associação Brasileira de Combate à falsificação (ABCF), Luciano Stremel Barros, avalia que em 2008 a maior parte das apreensões foi de veículos, que totalizaram quase US$ 30 milhões, 27% a mais do que em 2007. Resultado, segundo ele, da mudança na logística dos contrabandistas, que passaram a optar em transportar o contrabando via carros pequenos, e não mais em grande ônibus, como se fazia há alguns anos.
Sobre o alto índice de apreensões de comprimidos, Barros falou dos prejuízos. “A indústria no Brasil deixou de arrecadar e deixou de empregar mão-de-obra.” Ele lembra que todos perdem. “Relação em que todo mundo perde: o governo, que deixou de arrecadar; as indústrias legalmente constituídas; e perde a sociedade por estar consumindo um produto de péssima qualidade sem inspeção da Anvisa”, apontou.
Conteúdo
Barros ressalta o perigo que sofrem aqueles que consomem esses comprimidos, que vai desde tomar um remédio placebo, que simplesmente não age no problema, até uma fórmula modificada, que pode prejudicar ainda mais o consumidor. “São produtos impróprios para consumo humano que entram pelas fronteiras diariamente de diversas formas, e consumir um medicamento contrabandeado pode não ser só aquele medicamento que não tem registro e não paga imposto, como pode ser um placebo ou até um veneno, que é pior ainda”, destacou o diretor local da ABCF.
Barros citou os produtos que lideram o contrabando em todo o país. “O cigarro, o medicamento, os armamentos e as drogas é que norteiam toda esse problemática e logística do contrabando. Eles auxiliam para passar informática, brinquedos, bebida, dá o volume maior de dinheiro dentro dessa estrutura de contrabando”, finalizou.
_________________________________________________________________
Cigarro contrabandeado é apreendido em bares
Araçatuba
Roberto Alexandre
roberto.alexandre@folhadaregiao.com.br
Cerca de seis mil maços de cigarros falsificados ou contrabandeados do Paraguai foram apreendidos ontem durante uma operação desencadeada pela Polícia Civil e a ABCF (Associação Brasileira de Combate à Falsificação). Dos 80 bares e lanchonetes vistoriados, 32 apresentaram em seus estoques cigarros irregulares. O material foi levado para a Dise (Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes) e deverá ser encaminhado para a Receita Federal.
A operação começou logo pela manhã. Policiais civis e fiscais da associação se dividiram para realizar a fiscalização em toda a cidade. A maioria dos estabelecimentos já tinha sido alvo de denúncias anônimas sobre a venda de produtos falsificados, segundo Fábio Kielberman, um dos diretores da ABCF.
De acordo com Kielberman, a cada ano o Brasil perde cerca de R$ 1,5 bilhão com fraudes relacionadas à venda de cigarros contrabandeados. Conforme dados da associação, algo em torno de um terço do cigarro consumido no Brasil – cerca de 46,5 bilhões de unidades – é proveniente do Paraguai.
Conforme o diretor da ABCF, operações como a que aconteceu ontem em Araçatuba tem basicamente três objetos: retirar o produto falsificado de circulação, defender as empresas legalmente constituídas e preservar a saúde do consumidor. “Se o cigarro legalizado já faz mal, imagine esses falsificados que são fabricados sem nenhum critério”, disse Kielberman.
Dezembro/2008
_________________________________________________________________
Encontradas Limas Falsificadas em Ribeirão Preto
Com base em denúncia acerca da comercialização de limas falsificadas e/ou recuperadas em Ribeirão PReto-SP, agentes lotados no 1º Distrito POlicial da cidade fizeram diligências em várias empresas do ramo.
Procedia a minuciosa busca nos estoques de todas elas, em um dos estabelecimentos visitados foram encontradas 69 unidades de limas supostamente falsificadas e/ou recuperadasostentando a marca K&F em baixo relevo.
O proprietário da empresa em que foram localizados os produtos falsos foi detido e conduzido à Delegacia de Polícia. Ele alegou que parte das mercadorias havia sido trocada com outro comerciante da cidade e que as demais haviam sido adquiridas de fornecedores diversos. Diante desse quadro, afirmou jamais ter suposto que pudessem ser adulteras, tendo em vista até mesmo o baixo preço delas.
Todo o material foi apreendido e encaminhado ao instituto de Criminalista para submissão e perícia e para possível confirmação formal do delito.
Uma vez constatada a falsificação, os envolvidos serão responsabilizados criminalmente.